15 de dezembro de 2010

Somos pobres, porém limpinhos

Ontem acompanhando o Vanguarda TV 2° edição, vi uma matéria que me chamou atenção. A vice-cônsul da Alemanha, Kersting Suhling, perdeu uma bolsa com dinheiro, documentos e cartões de crédito no momento em que passava pelo Vale do Paraíba. Um metalúrgico de Taubaté encontrou a bolsa da alemã e a levou na Delegacia mais próxima, preocupando-se em encontrar a dona do objeto.
Em que ponto chegamos caros colegas!!
Uma pessoa encontra algo que não é seu e devolve.  Um fato normal. Chega a ser quase uma obrigação. Mas nos dias de hoje, isso virou qualidade, algo tão raro que merece destaque até em programa de televisão.
Suhling (sorte que aqui não precisamos pronunciar esse nome) ficou muito surpresa e fez questão de agaradecer pessoalmente ao metalúrgico de Taubaté pelo seu gesto.
Acho que ela conhece bem nosso país. Por isso a surpresa.
E pra nós, duas conclusões:
1-Sim, ainda existem pessoas honestas no nosso país, e graças a Deus, são a maioria.
2-Nossos valores estão completamente invertidos. O que era uma obrigação, algo sem a menor importância, que deveria fazer parte do caráter de cada um, passa a ser uma grande virtude numa sociedade egoísta, gananciosa e disposta a levar vantagem em tudo.
Fica aí a reflexão...

Um comentário:

Jornalisticamente falando... disse...

Achei muita falta do que fazer fazer matéria com isso. Do jeito que colocaram, parece que a maioria é desonesta e só aquele cara é honesto. Tantos problemas no Vale do Paraíba, tanta incompetência nas prefeituras da região e perdem minutos com essa história. A Vanguarda está cada vez mais trouxa e sem assunto.