28 de novembro de 2007

Coitadinha da Fonte Nova

Desde domingo passado, o Brasil ganhou uma nova vilã. Se você está sem dinheiro para pagar suas contas, a culpa é da Fonte Nova. Foi assaltado, vítima de bala perdida, ou mesmo pegou sua esposa com um amante careca e barrigudo (amante com a cara do Rodrigo Santoro é utopia), a culpa é da Fonte Nova.
Os jornais estão noticiando a demolição do tradicional estádio baiano como sendo o salvador da pátria. Algo que vá resolver os problemas de segurança, ou amenizar a dor de quem perdeu um familiar na tragédia de domingo. Está mais do que claro. A culpa é de quem administra o estádio. Os gananciosos, que aproveitando a boa fase do time junto à torcida, queriam encher os cofres para passar um fim de ano “gordo”.
Quando o Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva) analisou os estádios brasileiros e condenou a Fonte Nova como o pior, tenho certeza que os dirigentes do clube baiano falaram: “Ah, não vai acontecer nada não, esses caras estão querendo aparecer. Vamos deixar do jeito que está e mais pra frente fazemos uma reforma”. E aí...bom, e aí deu no que deu. Agora que vidas foram embora, eles acham que demolindo o estádio, o assunto será enterrado também. Afinal, brasileiro adora colocar a sujeira por debaixo do tapete. É muito mais cômodo. O correto é punir as pessoas, prender todos os culpados por essa inadmissível falha.
E aqui no Vale do Paraíba, o pessoal que fique de olho. O Sinaenco esteve por aqui há alguns meses e detectou muitas pontes com problemas. Depois não me venham querendo demolir as pontes também...

19 de novembro de 2007

Fidelidade feminina..eu acredito?!?!?!?!

Ultimamente ando acreditando em tudo que me dizem. Papai Noel já me deixou recado no orkut perguntando se eu fui um bom menino. O coelhinho da páscoa vira e mexe me trás chocolates ao leite ( só espero que não seja aqueeele leite batizado). E a última que me falaram foi sobre a tal da fidelidade feminina. Dizem por aí que existe, as mulheres a defendem como se fosse uma tese de mestrado. Mas eu não conheço. Talvez tenha visto um saci saltitando pelas ruas de Jacareí, ou até mesmo um ser de outro planeta nos arredores da Univap(coisa mais do que normal)..mas ela..a fidelidade feminina eu desconheço.
Converso muito com essas jóias raras, meigas e muitas vezes provocantes. Atiço, instigo, questiono sobre esse tema. Umas me declaram abertamente que já traíram, outras juram de pé junto que jamais cometeram tal absurdo. E aí vem a interrogação. O que é traição? O fato de beijar alguém fora do seu relacionamento, ou simplesmente desejar, imaginar no seu mais íntimo o calor de outro que não seja aquele do dia a dia? Eu não sei, e fico na dúvida se quero descobrir, ou somente aproveitar as poucas (digo isso com firmeza) mulheres inteligentes, charmosas e de valor, que ainda estão por aí ao sabor do vento.
Vou continuar aproveitando e acreditando né..fidelidade feminina existe sim, e jajá será celebrada em um dia, assim como natal, dia da mentira, e outras datas comemorativas.
Quanto às minhas musas inspiradoras; não fiquem bravas. Prometo escrever algo sobre a fidelidade masculina. É que isso me exige muito raciocínio, muita pesquisa e sapiência. Só quero que vocês reflitam um pouco sobre isso. Vocês acreditam na fidelidade? Sabem ao certo o que é isso?
Ajudem-me, pois eu estou confuso. Mas inocente que sou..acredito...

13 de novembro de 2007

O jornalista "Simprão"

Hoje tive que ir pelo quarto dia seguido ao Poupatempo. Sabe como é, brasileiro, preguiçoso, deixo tudo para a última hora. Esperei vencer os 30 dias de prazo para renovar minha carteira de habilitação. Aí começa a correria. No primeiro dia esqueci de levar o comprovante de endereço; até hoje não entendo porque tenho que provar a alguém que moro em algum lugar para poder dirigir, mas tudo bem. No segundo dia, com o comprovante em mãos, peguei uma senha de número 60. Fiquei uma hora e meia esperando, e como tinha que trabalhar, desisti. Saí de lá faltando 20 minutos para meu horário de entrada no jornal e no painel das senhas ainda constava o número 35.
Irritado, voltei no terceiro dia prometendo só sair de lá com minha “carta” na mão. Pobre ilusão. Ao enfrentar a fila novamente fui alertado por uma mocinha, (muito seca por sinal. Acho que os funcionários lá deveriam passar por uma reciclagem, pois trabalhar para o público é um dom) que deveria ter trago a cópia do meu cursinho. “O que? Fiz o cursinho há cinco anos, depois disso mudei de endereço, não tenho a menor idéia de onde está. Já é a terceira vez que venho aqui. Você não pode facilitar as coisas para mim?”. Com uma cara feia (literalmente, pois outra coisa que notei é que não contratam mulheres bonitas no poupatempo) ela me disse: “Vá até o lugar onde você fez o curso e peça segunda via”. Ai, ai, ai. Saí de lá xingando meio mundo, e quando cheguei à minha casa fui xingando pelo meu pai. “Burro, eu falei que era pra você fazer isso antes, agora se vira, se a polícia te parar o azar é seu, lerdo”. Passei o final de semana injuriado, mas corri atrás, consegui uma segunda via do certificado do cursinho e hoje fui para a denominada “saga do poupatempo”. Mas desta vez tinha que ir preparado. Precisava de uma companhia leve ao meu lado. Algo que fizesse com que as horas passassem mais rápido naquele estressante lugar.
Não pensei duas vezes em chamar um amigo.
Amigo?? Sabe aquela pessoa que você só vê uma vez, mas o imagina no sofá da sua casa tomando uma cerveja e contando histórias engraçadas?? Esse meu “amigo” é assim. Não consegui levá-lo de corpo presente, mas levei sua obra. Suas crônicas, que fizeram com que eu risse sozinho em meio a um local onde todos à minha volta estavam com semblante pesado e cansado.
Parecia que ele estava lá contando aquelas histórias pessoalmente. Consegui me transportar para cada local que ele citou e viver junto a ele todas as suas experiências. Quando percebi, já tinha conseguido cumprir todas as etapas, e depois de três horas e 20 minutos, saí de lá habilitado, pronto para dirigir meu amado carro novamente.
Por isso estou aqui para agradecer a companhia meu caro Gordinho e a sua menina de rosa, obra de um jornalista que por seu talento e carisma ficará conhecido na minha faculdade como o Jornalista “Simprão”.