4 de setembro de 2008

Como tem mercenários no mundo

Passa o tempo e eu não consigo me adaptar a algums situações.
Não consigo entender como tem gente que faz questão de 20, 30 reais, como se esse dinheiro fosse deixar alguém mais rico, ou solucionar todos os seus problemas.
Falo diretamente a alguns músicos por aí. Acredito que uma pessoa se apaixona pela música por ter algum dom, alguma sensibilidade extra. E começa a tocar por aí para poder mostrar essa sensibilidade, passar aos ouvintes e expectadores uma emoção a mais.
Todas vez que canto ou toco me sinto pago por um sorriso, uma salva de palmas, um casal beijando ou dançando.
E claro, dinheiro é bom; quando somos pagos por fazer algo que gostamos, melhor ainda.
Mas o que não entendo é a procura insana pelo vil metal. Temos feito muitos shows por aí e estou sentindo isso na pele. Quando procuramos um músico extra pra abrilhantar mais o evento, logo vem a cobrança: "Toco com vocês sim, quanto é o cache??..Quanto voces me pagam??". Até mesmo alguns integrantes do grupo, antes mesmo de saber o local do show já indagam: "Quanto vamos ganhar??..Vai ter din din?"..PUTZ..isso me brocha. Acho que em primeiro lugar temos que passar nossa essência, transmitir de fato o algo mais que um músico possui, e aí sim, se conseguimos ganhar algo por isso..ÓTIMO.
Faço algumas analogias com o tempo em que eu era jogador profissional, no auge da carreira, e me convidadam pra jogar em algum time. Amistosos, torneios rápidos ou mesmo peladas, em que o pessoal me buscava em casa todo contente por contar com um jogador mais talentoso no time. E eu jamais perguntei quanto receberia, ou qual lucro teria em jogar com desconhecidos. Meu prazer sempre foi jogar, mostrar a todos aquilo que eu praticava e tinha amor em fazer.
Com a música é a mesma coisa. Quero mostrar o pouco do que sei, o carisma do meu grupo e a alegria que sentimos cada vez em que subimos ao palco, independentemente do número de pessoas presentes ao local.
MAIS AMOR(AMADORISMO), MAIS TESÃO, MAIS DOAR, MAIS VIVER
MENOS COBRANÇAS, MENOS ESPERAR, MENOS PROFISSIONALISMO..