26 de maio de 2007

O apelo


Que burro; após quase dez anos de angústia, descobriu...
“Eu estou procurando em outras pessoas aquilo que deixei com você!”.
E justificou. Nesse tempo todo, conheci pessoas, tive atrações fortes, achei que isso era suficiente, mas não; não consigo.
Eu não vivo, apenas sobrevivo.
Trabalho, sorrio, me interesso por pessoas, mas quando ouço a palavra amor, é seu nome que me vem à cabeça. As cenas voltam a tona, e parece que você está aqui, na minha frente, sorrindo maravilhosamente como sempre fez. Eu nunca me esqueci de tudo que VIVI com você, desde quando te conheci, te ganhei e te perdi.
E hoje, eis que volto a pensar em você, pra fazer esse apelo.
Quero viver, quero poder sentir de novo tudo que senti por você.
Quero ser importante na vida de alguém, quero que alguém, quando tenha uma boa notícia, ligue primeiro pra mim.Quero poder escrever cartas de amor ridículas sem pensar se errei a grafia, quero receber um cafuné nesse dia de frio. Quero que alguém grite comigo, me cobre, me faça de novo sentir aquele cheiro bom de manhã, me faça sentir vontade de cumprimentar desconhecidos, e mais do que isso.
Quero VIVER!!!. Portanto, devolva aquilo que deixei com você: minha inspiração, meus beijos, meus carinhos, meu nome e sobrenome. Devolva tudo, e me libere para que enfim eu possa ser eu mesmo, sem disfarçar, sem sorrir quando minha vontade é chorar, sem chorar quando minha vontade é gritar, e sem sobreviver quando minha vontade é morrer.
To esperando, não vai devolver não?...