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17 de fevereiro de 2008

Algumas coisas

Algumas coisas em nossa vida só são percebidas ao passar do tempo.Por exemplo:Só com o tempo descobrimos que as pessoas são realmente humanas, sujeitas a falhas e fraquezas. Também com o tempo, percebemos que algumas pessoas falham demais, e pior, ainda se acomodam sem nada fazer para mudar essa “característica”.Só com o passar do tempo descobrimos que os machucados internos, no coração ou na alma, doem muito mais do que qualquer ferida externa. Para curar feridas do corpo contamos com a mais moderna ciência, enquanto nossas dores espirituais só são curadas com um único e lento remédio-O TEMPO.Também só depois de muito quebrar a cabeça aprendemos a valorizar coisas mais simples como a família ou um abraço. O inventor da frase: Só se valoriza algo quando a perde- é realmente um gênio do comportamento humano. Com o tempo a gente descobre também que não adianta nos preocuparmos só com a beleza de nossos corpos. As rugas, pés de galinha, e calvícies estão aí pra mostrar que vale muito mais uma alma rica e jovem do que um corpo sarado, com prazo de validade estipulado em 30 e poucos anos.Outra coisa que aprendemos tardiamente é que não adianta fazer planos, imaginar um futuro distante e depositar nele sua receita de felicidade. Os momentos mais prazerosos da vida são vividos despretensiosamente. Um pôr do sol, uma noite admirando a lua cheia ao lado da pessoa amada, uma pelada com os amigos para os homens, um elogio sincero para as mulheres. Coisas simples, mas que causam efeito positivo eterno em nossas almas.Como disse acima, existem coisas que só com o tempo descobrimos e valorizamos. Porém muitas, senão todas, podem ser feitas hoje mesmo, por mim e por você.Um gesto de carinho, um olhar amigo, uma presença sincera. Se as melhores coisas da vida são simples, porque não começar a faze-las a partir de agora. Porque esperar pelo incerto amanhã se hoje podemos ser melhores, mais unidos e felizes. Pra que esperar um pai morrer para dizer que o ama? Pra que sofrer a perda de um namorado, se hoje ele está ao seu lado só esperando um pouco mais de doação e carinho. Pra que perder tempo criando expectativas demais se sabemos que muitas delas causam mais decepção do que felicidade. O caminho é esse..esperar menos e fazer mais, cobrar menos e se dar mais, chorar menos e sorrir mais..ser mais intenso, sincero e honesto consigo. Tudo isso para que não seja tarde demais quando descobrirmos que não precisamos de tanto tempo assim para sermos felizes...

13 de fevereiro de 2008

Preta, a moradora de rua vai ter seu sorriso de volta

Continuando a saga da moradora de rua, estou postando aqui uma matéria publicada no Diario de Jacareí do dia seguinte, graças a ajuda da população jacareiense.
Confira:


Linha fina: Além de uma dentadura, ela ainda ganhou uma oportunidade de trabalho

Menos de 12 horas após publicação de uma matéria na edição de anteontem do Diário de Jacareí em que a moradora de rua Maria de Lourdes dos Santos, conhecida como “Preta”, pedia uma dentadura, ela teve a resposta que esperava. Vai receber não só a dentadura, mas também uma oportunidade de emprego.
Minha prima leu a matéria, disse que se tivesse dinheiro iria doar, peguei o jornal e li também, me sensibilizei e resolvemos juntas realizar o sonho da Preta”, disse a comerciante Maria José Nogueira.
Ela entrou em contato com Adriana Farias, que estava intermediando o caso e pediu para que pudesse conhecer Preta. “Sempre sonhei em poder ajudar alguém. Acho isso gratificante”.
Olga de Brito, prima de Maria José, procurou um dentista e marcou uma consulta. “Fui a um dentista hoje, mostrei o jornal a ele e perguntei se ele poderia parcelar o custo da dentadura”. Segundo Olga, o dentista Carlos César aceitou de imediato é já agendou uma consulta para a próxima segunda-feira.
Ontem pela manhã as duas tiveram a oportunidade de conhecer Preta. “Ela é muito divertida e inteligente, foi uma surpresa positiva”, disse Olga.
Maria José afirmou que não pretende parar por aí. “A Preta foi a primeira, mas pretendo ajudar outras pessoas, tenho um projeto de arrecadar alimentos para quem precisa”.


Trabalho - Segundo Maria José, Preta começará também a trabalhar em sua residência a partir da próxima semana. “Abri a porta da minha casa, ela irá fazer faxina para mim uma vez por semana e vou indicá-la também a outras pessoas que conheço que necessitam de uma faxineira”.
Olga completou: “Muitas vezes o que essas pessoas necessitam é de uma oportunidade, vamos dar a dentadura para ela e ajudar de outras maneiras. Acho que se cada um tiver a atitude de ajudar, o mundo seria bem melhor”.

Gratidão- Adriana Farias, que é a pessoa que estava intermediando o caso e fazendo contatos se disse muito grata. “A repercussão da reportagem foi ótima, confiava que seria atendida, mas não imaginei que fosse tão rápido”.
Ela ainda informou que foi procurada por outras pessoas dispostas a ajudar: “Outras pessoas me ligaram, uma outra senhora me ligou querendo doar a dentadura, mas quando soube que a Preta já tinha conseguido, se propôs a ajudar de outras maneiras”.
Adriana disse que Preta ficou muito contente e ansiosa: “Ela ficou muito feliz, irá realizar seu sonho, e não esqueceu da promessa”.

23 de janeiro de 2008

melhores matérias

Ano passado tive oportunidade de fazer algumas matérias interessantes. Vou destacar aqui as mais marcantes de 2007. Aquelas que me fizeram parar, pensar, e rever alguns conceitos importantes. A primeira é um série sobre uma moradora de rua chamada Preta. Uma pessoa pediu que eu a conhecesse, pois ela tinha um sonho muito peculiar. Eu fui..e a matéria está aí..espero que gostem..

Quero voltar a ter um sorriso lindo

É noite em Jacareí. Enquanto as poucas pessoas que ainda circulam pelas ruas da cidade por volta das 23h tentam se afugentar do frio usando casacos e toucas de lã, eles estão ali.
Muitas vezes invisível, outras tantas confundida com uma bandida, mas eles estão ali.
Quem passa pela rua Dr Pompílio Mercadante se depara com um grupo de pessoas especiais.
Sim, especiais! Não são grandes empresários, modelos de grifes internacionais, muito menos artistas conhecidos do grande público. São marginais, no verdadeiro significado da palavra - aqueles que vivem às margens da sociedade-, pessoas excluídas do concorrido mercado de trabalho, mas não excluídos de sonhar.
E ela continua ali, olhar sereno, cabelos brancos, fala dura, coisas de quem passou mais da metade dos seus 39 anos vivendo nas ruas.
Maria de Lourdes dos Santos, mais conhecida como Preta, é uma dessas pessoas que mesmo com uma história de vida sacrificada, poucas oportunidades, continua sonhando.
Quero sair das ruas, ter meus filhos de volta, mas principalmente, olhar no espelho e sorrir”. Isso mesmo, Preta quer sorrir. E para isso necessita de uma dentadura. Parece um sonho fútil. Mas para ela não é.
Eu ainda tenho o sonho de ter um bom emprego, mas hoje sinto mesmo a necessidade de ter uma dentadura, quero me sentir bonita”, disse Preta.
A história de Preta se confunde com a de centenas de mendigos espalhados pela cidade.
Ela era casada, tinha dois filhos, trabalhava numa agência bancária em São Miguel Paulista, mas a morte do marido a fez se aproximar da bebida. “Meu marido morreu, comecei a beber, minha mãe me humilhava e me fez sair de casa”.
Longe dos filhos, perto do vício. Preta não conseguia se ver distantes dos bares, e numa dessas noites conheceu seu atual companheiro.
Os dois começaram a viajar de ônibus sem rumo até que chegaram em Jacareí há cerca de 5 anos .
Preta passa o dia recolhendo objetos recicláveis e a noite se tenta dormir numa caixa de papelão, fazendo desse beco sua moradia. “Pego tudo que tiver na rua, consigo 20 reais por dia, mas não dá pra nada”, diz ela.
Perguntada sobre religião, Preta mostra uma fé surpreendente. “Acredito muito em Deus, sem ele eu não estaria viva, olha só a camiseta que meu negão está vestindo”, comenta com alegria apontando a camiseta vestida pelo seu companheiro com a frase “O bom pastor da a vida por suas ovelhas”.
Ajuda- A professora de pinturas Adriana Farias se sensibilizou com o pedido de Preta e resolveu procurar a reportagem do Diário de Jacareí. Ela, que há 1 ano e meio ajuda alguns mendigos da cidade disse que se emocionou com o sonho dela. “É um sonho tocante, e ela quer uma coisa simples, só uma dentadura para voltar a ter um sorriso bonito, tenho certeza que alguém vai ajudar e realizar esse sonho”.
Adriana diz que por estar todo esse tempo visitando Preta pelo menos uma vez por semana, já ganhou a confiança dela. “Eles são pessoas arredias, mas comigo ela se abre, conta tudo e há um mês que ela não fala em outra coisa que não seja sua dentadura”.
Adriana se dispõe a fazer o contato caso alguma pessoa queira ajudar.
Tenho certeza que alguém de bom coração vai me procurar e vamos realizar esse sonho dela, motiva-la, pois acredito que ela tem condições de sair das ruas e vencer na vida, pois é muito inteligente”.
Os telefones de contato para quem quer ajudar a Preta a melhorar seu sorriso são:
(12) 3951-2158 e (12) 8127-1251.
Quando a reportagem do Diário de Jacareí se preparava para deixar o local, Preta fez uma promessa: “Me ajudem, doem uma dentadura para que eu possa voltar a ter um sorriso bonito, e depois quero tirar uma foto linda com a Adriana e com quem me ajudar”.

20 de janeiro de 2008

Que se alegrem os psicólogos

Há algum tempo venho analisando o comportamento humano. O polêmico governo Collor abriu a exportação brasileira, e com isso conhecemos de fato e direito a modernidade. Celulares, carros i portados, ipods e acesso a internet, hoje em dia fazem parte da nossa geração. É claro que tudo isso é muito vantajoso, mas como tudo na vida, se não for bem aproveitado pode acarretar graves problemas. E analisando o comportamento da maioria das pessoas em relação a essas "novidades" cheguei a uma conclusão assustadora. Veja os exemplos abaixo, e no caso de se encaixar em alguns, ou até todos eles, se prepare: Seu futuro será no divâ de um dos futuros milionários psicólogos.
Pense nessa cena. Você precisa falar com um vizinho. Logo manda um emai, frio e objetivo, esperando resolver o assunto. Porque não vai a casa dele? Antes que você me responda:"É a correria do dia a dia", lhe retruco; Mesmo antes dos emails e celulares tínhamos uma vida corrida, mas não deixávamos de conviver com as pessoas. Sou do tipo que prefere um contato real, olhar no olho, sorrir, do que ficar a mercê do mundo virtual. E o caso dos nossos ipods, mp3,4,5,6,7... então? Tudo bem, é espetacular poder ouvir aquilo que queremos sem nenhum questionamento. Ma daí a se isolar do mundo com um fone de ouvido, é um sério problema. Fiquei sabendo que na Europa, fizeram uma balada onde cada pessoa ouvia suas músicas no ipod, dançando isoladamente. Se essa moda pega no Brasil é o armagedon. As crianças hoje brincam cada vez menos. A moda é jogar no pc. Esconde-esconde, bandeirinha, taco?Tudo coisa do passado. Já estou imaginando a cena de um casamento sendo realizado no computador, com os convidados assistindo a tudo pela web cam. Inclusive com os noivos cada um em sua casa respondendo ao padre pelo msn se aceitam um ao outro. É mais comodo né.
O fato é: Daqui há dez, no máximo quinze anos, por causa desse isolamento e mau uso das modernidades, a grande maioria da população terá graves problemas de depressão. As pessoas não saberão mais lidar em grupo. Os homens bem sucedidos procurarão os psicólogos para continuarem no topo, saberem lidar com as controvérsias. E as pessoas depressivas, mal sucedidas irão para o divã na busca de reaprender coisas simples, como conviver, ouvir não, levar um fora em balada e etc.
Vou deixar aqui dois conselhos que servem também como moral da história.
Conviva mais, leia mais, sorria mais, conheça mais pessoas, largue um pouco o pc, o ipod, e viva mais, aproveite mais as coisas antigas, que com certeza também são muito mais prazerosas. Repito: VIVA MAIS, seja o artista principal da sua vida, busque as emoções: grandes, pequenas, constantes, passageiras..enfim..
E o outro conselho é para você, inteligente, que gosta e valoriza o convívio com os seres humanos, e ainda não decidiu o que vai seguir profissionalmente. Não pense duas vezes. Faça psicologia. Será num futuro próximo a profissão mais valorizada e bem remunerada no país.
Isso se você não entrar em depressão antes, pela correria do dia a dia, busca insana a gananciosa por ser bem sucedido no mercado profissional, loucura por comprar um modelo novo de celular que sai de 5 em 5 minutos, e assim vai....

27 de dezembro de 2007

MINHA HOMENAGEM- LAIS HASMANN

LAMENTO O QUE ACONTECEU
LAMENTO A FORMA COMO ACONTECEU
NA NOSSA ÚLTIMA CONVERSA VIA MSN ENTRAMOS EM UM DEBATE NO QUAL ELA FALAVA QUE TODOS OS HOMENS ERAM IGUAIS E SEMPRE TINHAM O MESMO "PAPINHO".
EU PROMETI A ELA QUE SE TIVESSE OPORTUNIDADE IRIA PROVAR O CONTRÁRIO.
INFELIZMENTE NÃO TIVE TEMPO DE MOSTRA A ELA QUE NEM TODOS OS HOMENS SÃO IGUAIS. ALGUNS AINDA TEM CARÁTER E DIGNIDADE.. QUEM SABE UM DIA EU TE PROVO AINDA...
LAH, DEIXO AQUI O MESMO QUE VOCÊ ME DEIXAVA SEMPRE NO MSN..
UM "SALVE".
SEMPRE GOSTEI DE MULHER DE PERSONALIDADE FORTE. POR ISSO, ELA ME INTRIGAVA MUITO..
MINHA ÚLTIMA HOMENAGEM FOI EM FORMA DE MATÉRIA PARA O JORNAL DÍARIO DE JACAREÍ DO DIA 27 DE DEZEMBRO DE 2007, ONDE FUI À CASA DELA E ENTREVISTEI O PAI (UM GUERREIRO).
ESTÁ AÍ...

Pai de adolescente morte
acredita na solução do crime

Legenda:
Laís estava fazendo curso técnico e sonhava trabalhar com informática

“Era uma menina de ouro. Eu não media esforços pra faze-la feliz. Só quero que esse caso não fique impune”, diz Pierre, pai dela

A viagem de final de ano da família Santos para o Litoral Norte e tão desejado por Laís não vai mais acontecer. Ainda muito abalado com a morte da filha, o empresário Valdemir dos Santos, mais conhecido como Pierre, recebeu com exclusividade a reportagem do Diário de Jacareí para pedir justiça e agilidade nas investigações que envolvem o crime, que abalou a cidade de Jacareí às vésperas do Natal.
Sem detalhar o crime, Pierre está confiante no trabalho da polícia, e quer a solução do caso. “Só quero que isso acabe logo, para seguir em frente. Nem quero ter contato com o assassino”, diz ele.
Cercado de fotos da filha mais velha, o empresário diz que está voltando a se alimentar, assim como sua esposa e a sua outra filha, Letícia, de três anos, que pergunta frequentemente pela irmã. “Expliquei a ela que sua irmã querida foi morar com o papai do céu”.
Ele conta que Laís sempre respeitava os horários impostos pela família, e no dia de sua morte estranhou o atraso da adolescente. O pai também fazia questão de ir buscá-la nas festas dos amigos, programa que Lais adorava. “Ela sempre foi muito querida por todos. Gostava de ir a festas, mas sempre voltava pra casa no horário marcado. Isto quando eu não a buscava. Era uma menina de ouro que nunca me deu trabalho na sua educação”.
A família já pensa em mudar de casa para tentar amenizar a saudade da filha. “Moramos aqui há 15 anos. Cada cantinho desta casa tem a cara dela. Quero que ela fique bem viva no meu coração, mas prefiro ir morar em outro lugar”, diz o pai, bastante emocionado.

SONHO-
Um dos sonhos de Laís era se aprimorar na área de informática, e para isso estava fazendo curso técnico no ITJ (Instituto Tecnológico de Jacareí). “Ela passava horas na frente do computador, e me dizia que queria trabalhar com isso. Era uma menina muito determinada”.


HOMENAGENS-
Muitas pessoas fizeram questão de mandar mensagens de lamentação e conforto à família da adolescente.
Segundo o pai dela só hoje mais de 20 amigos ligaram prestando solidariedade. “Os amigos estão com a gente, e isso só mostra o quanto ela era amada por todos”.
Em sua página no site de relacionamentos Orkut, haviam até o começo da noite de ontem cerca de 400 recados, deixados por amigos, familiares e até desconhecidos, que ao saberem do caso resolveram deixar seus pesares.
Os amigos também utilizaram o Orkut para homenageá-la, criando uma comunidade especial, na qual comentam o quanto ela fará falta. Mais de 50 pessoas já tinham aderido a comunidade até a noite de ontem.
Laís era tida por todos como uma menina muito alegre e carismática, e ficará guardada na memória dos amigos, entre outras coisas, pelo seu costume de falar a palavra “Salve” toda vez que cumprimentava um amigo ou gostava de alguma coisa.